Chronicles

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Na praia do ouvidor - SC

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Morretes - PR

#Mototurismo
#Turismo urbano

A curta distância de Curitiba-PR faz com que esta cidade seja um destino freqüente para passeios de carro ou de moto, muitas vezes no estilo bate e volta, embora sua estrutura convide a ficar mais tempo aproveitando a cidade, permanecendo em uma de suas pousadas.
Esta postagem ao contrário de minhas outras abrange várias idas devido a distância e a quantidade de vezes que já tinha ido quando a escrevi. Todas até agora feitas de motocicleta, incluindo minha primeira experiência de estrada com uma Harley-Davidson.
Morretes foi elevada a categoria de município em 1 de março de 1841, com território desmembrado de Antonina- PR. A cidade é cortada pelo rio Nhundiaquara e possui em seus arredores uma elevação de boa altitude, o pico do Marumbi, algumas cachoeiras em suas redondezas completam as belezas naturais do município.
O acesso a Morretes pode ser feito pela BR-277 passando pela serra do mar. Estrada muito boa mas com grande movimento de caminhões devido ao porto de Paranaguá.




Pode-se optar também pela Estrada da Graciosa tida como uma das mais bonitas do Brasil.No entanto a Graciosa é uma estrada estreita com alguns trechos de paralelepípedos e muitas curvas. Deve-se ter bastante cuidado ao se trafegar por ela mas as paisagens são espetaculares como se vê nas fotos a seguir. Uma parada em seu trajeto possui estrutura com bar e banheiros além de uma bela vista de Paranaguá. O trajeto é um pouco maior que pela BR-277 (72,3 km) mas definitivamente mais bonito.








A cidade possui vários restaurantes, alguns na beira do rio. O casario antigo é bastante bonito e várias lojas de artesanato aumentam os atrativos da cidade.











Já houve um festival de jazz com a montagem de vários palcos pelas ruas, mas não possuo informações se ele se repetirá.




Um dos pontos fortes de Morretes é a sua culinária e o prato tradicional da região o "barreado". Normalmente os restaurantes da cidade oferecem uma seqüência que inclui o barreado e frutos do mar.
Dos restaurantes que conheço cito dois em especial: O Madalozo e o Villa Morretes.
Em minha opinião o Madalozo oferece mais opções de frutos do mar e o Villa Morretes um ambiente mais bonito e aconchegante, com vários níveis de salão e varanda além dos jardins bem tratados, fato este que o torna meu restaurante preferido para fotografar.





Embora não tenha ficado em nenhuma pousada ainda fica a dica de uma que é bem famosa a Hakuna Matata.
A proximidade a Antonina também é interessante podendo ser feito um passeio que inclua as duas cidades, mas isso é assunto para outra postagem.

Dicas para este roteiro:
A cidade se presta a passeios em família ou casal (turismo urbano), já as atrações em volta são para treking ou hiking e precisam de um pouco mais de preparo e equipamento.
O uso da Graciosa requer um pouco de cuidado, Uma dica principalmente se for de moto é ir em tempo seco pelo menos 24 horas sem chuva pois a pista é bem escorregadia.

Informações para contato:
Restaurante Madalozo - R. Alm Frederico de Oliveira 16 - Vila Santo Antonio - Morretes - PR CEP 83350-000
Restaurante Villa Morretes - R. Alm Frederico de Oliveira 155 - Centro - Morretes - PR CEP 83350-000
Pousada Hakuna Matata - Reta do porto, km 4,9. Morretes - PR. CEP 83350-000 Tel. (41) 3462-2388


quarta-feira, 13 de julho de 2016

O rastro da serpente (SP-250/BR476) - PR/SP

#Mototurismo

O apelido Rastro da serpente foi dado a esta estrada que liga Curitiba-PR a Capão Bonito-SP por Edgar Treis Azevedo. É uma estrada icônica para motociclistas pois possui 1200 curvas ao longo de seus 265 km, segundo dizem.



Embora já a tivesse feito de carro sem saber sua história em 2008 e novamente passado por perto quando de minha viagem ao PETAR, devido ao apelo da viagem de motocicleta quis percorrê-la de novo.
Quando iniciei o planejamento da viagem chamei dois amigos para fazê-la comigo (é uma vantagem estar acompanhado, pois a mata toca a estrada em muitos pontos e não há muitos recursos em caso de pane ou acidente). Um destes amigos fazia parte de um moto-grupo que estava em formação e estes acharam boa a idéia e começaram a fazer a organização, inclusive fazendo a reserva em um dos hotéis que pesquisei, o Hotel Regina em Capão Bonito- SP.
Sairíamos de Curtiba em direção a Colombo e tomando a estrada do Ribeira em direção a Adrianópolis.
A viagem aconteceu do dia 31 de outubro de 2015  a 01 de novembro. Atrasamos bastante a saída e já pegamos chuva leve que se tornou mais pesada ainda em Colombo, sendo necessária a parada na estrada para colocar as capas de chuva.
Começamos a pegar as primeiras séries de curvas, seguindo até Adrianópolis-PR onde fizemos um reabastecimento e nova organização do grupo o qual havia se espalhado na estrada, o que causou uma boa perda de tempo no posto.


Reunido o grupo optamos por seguir para Apiaí-SP onde almoçaríamos. A partir daí a estrada apresenta um número impressionante de curvas. Sempre sob chuva, passamos por dois pontos de queda de barreiras. Notamos também um movimento razoavelmente grande de caminhões na estrada, o que faz com que se tenha de ser cuidadoso nas tomadas de curvas, é comum estes caminhões ao tangenciarem as curvas invadirem a pista contrária. Não existe acostamento e nem grandes áreas de escape o que impediu a parada para fazer fotografias.
Chegamos a Apiaí-SP. A cidade tem um histórico de garimpo. É também a extremidade oeste do PETAR com o núcleo caboclos de cavernas.
Logo procuramos algum lugar para almoçar. Ficamos em um restaurante na beira da estrada, ao invés de entrar na cidade propriamente dita. Nova espera para reagrupar as motos.
O restaurante era bastante simples mas a comida excelente e a simpatia e atenção do dono e dos funcionários um grande diferencial. Um banner do Rastro da Serpente na porta mostrava que o foco era também grupos de motociclistas fazendo o Rastro.

Ao final do almoço parte do grupo quis ir até o centro da cidade pois havia um encontro de motociclistas em Apiaí. Como meu objetivo era fazer o rastro e fotografar optei por seguir em frente até a praça com o marco do rastro da serpente com outro amigo.
Seguindo-se pela estrada chega-se a praça com o totem símbolo do Rastro da Serpente. Além deste nota-se na praça algumas referências ao passado de garimpo da cidade sob a forma de estátuas.





Em frente a praça existe um pequeno centro comercial onde se pode comprar pins e patches do rastro da serpente.
Seguimos daí em direção a Guapiara, com chuva mais pesada. O número de curvas diminui a partir de Apiaí, porém a condição do asfalto piorou bastante.
Fizemos uma parada rápida em Guapiara para nos orientar e seguimos finalmente para Capão Bonito, ponto final da viagem. 


Chegando em Capão Bonito-SP procuramos logo o hotel Regina para tomar os quartos. O hotel tem como foco o mototurismo como notamos na sua garagem, cheia de motos e com um imenso varal para as roupas de chuva, já sendo usado por outros grupos hospedados.

O Hotel Regina é bem localizado, no centro da cidade. É simples mas atendeu bem a nossas necessidades.
Ao chegar no quarto descobri que minhas roupas estavam molhadas. Os alforjes que estava usando não eram tão impermeáveis quanto pensei e boa parte delas não estava em sacos estanque. 
Ao fim da noite fomos todos ao Porthal do rastro da serpente. Um bar temático que é parada praticamente obrigatória para quem faz o rastro. Ao chegarmos encontramos o bar fechado e por indicação  do taxista que nos levou seguimos para a Pizzaria Paulista.


Na manhã seguinte após o café da manhã no hotel decidimos que voltaríamos por um percurso diferente evitando as curvas do rastro devido a chuva que continuava a cair. Pegaríamos a estrada após nova tentativa de ir ao Porthal do rastro da serpente. Desta vez ele estava aberto e pudemos fazer fotos e comprar os souvenirs da estrada.






Saindo do bar tomamos a estrada de volta fazendo o trajeto para Taquarivaí, Itapeva e Itararé em SP, Passando para o PR, Sengés, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Castro, Ponta Grossa e chegando a Curitiba. Apesar de mais longa (414 km).



 A estrada é muito boa, duplicada e com bons postos com estrutura para alimentação. Vale a pena pois a velocidade mesmo com chuva e o movimento de veículos, é bem maior que no rastro, principalmente na parte pertencente a SP.

Dicas para este roteiro:
Prefira ir em grupo, a falta de áreas de escape, distância entre as áreas habitadas e o trânsito pesado são fatores que podem deixar um motociclista solitário em situação difícil.
Lembre-se de que a velocidade deve ser mais baixa, existem momentos em que só se faz curvas e ocasionalmente algum veículo em sentido contrário tangencia uma destas curvas passando para sua faixa. Evite fazer as curvas muito próximo a divisão das faixas.

Informações para contato:
Hotel Regina - Praça Rui Barbosa 306 Centro, Capão Bonito - SP. Tel: (15) 3542-2144.

Porthal Rastro da Serpente -  Capitão Calixto de Almeida com avenida João Antunes Rodrigues 55 Nova Capão Bonito. Capão Bonito  - SP. Tel: (15) 99632-0890

domingo, 10 de abril de 2016

Serra Dona Francisca - SC

#Mototurismo

A primeira vez que ouvi falar deste lugar foi através do amigo Roberth Eickhoff que sugeriu que a fizessemos de motocicleta, o que nunca se concretizou.
Comecei a fazer o planejamento para esta possível viagem, no qual descobri que a região e a serra eram bastante bonitas. Porém esta era marcada por um grande acidente com vítimas fatais o que gerava grande quantidade de referências em minha pesquisa.
Informações colhidas com outros amigos sugeriam um movimento bastante intenso de caminhões e carros pela serra. Veio a opinião de que eu a conhecesse num sábado, onde o movimento era menor.
Além destes fatos, minha pesquisa mostrou um restaurante chamado Armazém Dona Francisca que ficava no alto da serra em um local chamado Campo Alegre. O restaurante era bem arrumado cercado de bonitas paisagens e especializado em pratos com cordeiro.
No dia 2 de abril de 2016, mesmo cansado depois de uma semana de trabalho puxada resolvi ir até a Serra dona francisca de moto.
O trajeto escolhido foi o mais longo, mas o que melhor conhecia.



saindo de Curitiba pela BR-376 em direção a Santa Catarina até chegar em Joinville. Passando o posto da polícia rodoviária pega-se a saída para Pirabeiraba/São Bento do Sul. Dobra-se a direita para São Bento do Sul ao invés de passar por baixo da BR-376. A partir daí é só seguir em frente pela SC-415.
Logo após esta curva entramos na localidade de Dona Francisca, um lugar bem interessante com um bom número de bares/restaurantes, artesanatos e hortos. Bastante arborizada o cheiro de mato era sentido dentro do meu capacete.
Pouco a frente se chega a serra cujo nome real é "Serra Princesa Dona Francisca". 7 quilômetros de cotovelos (hair-pins) em subida forte. Um movimento pesado de caminhões, algumas vezes bi-trens, nada adequados a estrada em pista simples e sem acostamento.



Mais para cima existe um mirante, a vista é bonita mas pouco se tem noção da estrada como um todo.












Saindo do mirante continua-se subindo até a localidade de Campo Alegre com seus vários hotéis fazenda, restaurantes e lojas de produtos coloniais. A entrada para o Armazém Dona Francisca está bem sinalizada, sendo necessário cruzar a estrada para uma vicinal de saibro, o restaurante fica a 500 metros da entrada desta. Há que se ter cuidado no caminho se estiver com uma moto custom.
O restaurante é muito bonito e arrumado, em um terreno com lagos e muitas araucárias. Um bom lugar para passear além de comer.






Já tinha comentado que a especialidade do Armazém Dona Francisca é cordeiro. Acabei por comer um hamburguer de cordeiro pois queria algo rápido e pequeno. Os pratos que vi em outras mesas pareciam excelentes.
Saindo do restaurante fiz mais algumas fotos e retornei logo a Curitiba com receio do tempo (havia a possibilidade de chuva).

Optei por descer a serra de novo ao invés de prosseguir até São Bento do Sul, pois não tinha informações sobre a estrada. Novamente muitos caminhões nada adequados a estrada, me fazendo descer em primeira marcha e sem possibilidade de ultrapassagem.
Nesta descida lenta acabei por ver uma pequena cachoeira na estrada, algumas pessoa estavam se dirigindo a ela para um banho.
Chegando a Dona Francisca foi só pegar a BR-101 e retornar a Curitiba.


Dicas para este roteiro:
Cuidado redobrado na estrada. Ir no fim de semana parece ser uma boa opção. Pelas informações que obtive o Armazém Dona Francisca só está aberto aos fins de semana também.


Informações para contato:
Armazém Dona Francisca - R. Dona Francisca, Campo Alegre - SC CEP 89294000 tel: (47) 3632-2348


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Governador Celso Ramos - SC

A primeira referência que tive desta cidade foi em uma revista de bordo da Azul Linhas aéreas que li durante uma viagem. As fotos mostravam formações de pedras à beira mar que estavam ligadas a um resort.
agora em dezembro de 2015, extremamente cansado e com uma pequena janela de tempo para viajar (2 dias) querendo fazer fotos de paisagens marinhas, preferencialmente em um lugar que houvesse pesca. Resolvi ir a Governador Celso Ramos.
Escolhi  a Pousada Baía das Bromélias, que me pareceu o melhor custo/benefício. Depois de feita a reserva descobri que a Pousada era bem mais bonita do que tinha visto inicialmente, e a superação de minhas expectativas me acompanhou durante toda a minha estadia.
A viagem foi feita em 15 de dezembro. Iria de moto e retornaria em 16. A estrada é muito boa, seguindo pela BR-376 e em seguida pela BR 101. Governador Celso Ramos - SC é pouca coisa ao norte de Florianópolis, a 282 km de distância de Curitiba.



A entrada de Gov. Celso Ramos cruza por baixo a BR-101 e possui um posto de gasolina, um super-mercado e algumas casas antes do portal da cidade.
Quando se passa por este tem-se a noção do município. A esquerda uma planície com fazendas de gado que se estende até a beira do mar. A direita encostas de morros com as casas. Uma estrada costeia estes morros chegando também a beira do mar e dando acesso as várias praias.
Nesta estrada está a entrada da pousada. Sua rampa de acesso é extremamente íngreme e deve-se descer com cuidado.
Chegando ao pátio/estacionamento fui "saudado" pelos vários cachorros da pousada que aparentemente se incomodaram com o barulho da moto, mas sem agressividade. Um deles foi minha companhia durante todo o tempo que estive na recepção.
Fui recebido pela filha do dono da pousada que me deu orientações sobre o seu funcionamento, restaurantes e as outras praias da cidade. Optei por ficar na pousada para aproveitar o que oferecia e descansar, fazendo as refeições inclusive no bar/restaurante.



A pousada é composta de várias edificações escalonadas em vários níveis na encosta de pedra e debruçadas sobre o mar. Recepção/bar, sala de jogos, piscina e um lounge são as estruturas neste nível, todas independentes.












O que logo chama a atenção no mar a frente da pousada é a grande quantidade de bóias que inicialmente achei se tratarem de criadouros de ostras. Mais tarde descobri que eram de mexilhões pois a água mais quente de Governador Celso Ramos não é boa para o cultivo de ostras. O outro aspecto era uma boa quantidade de barcos na enseada ao lado, exatamente o que eu tinha desejado fotografar.



Os bangalôs são construídos em vários níveis acompanhando a encosta, todos com nomes diferentes (o meu chamava-se caracol) mas sempre com varanda em balanço. Os mais altos logicamente tem melhor vista porém com mais escadas para se subir.



Abaixo da recepção um caminho dá acesso a uma pequena enseada com praia onde se podia pegar caiaques e stand-up paddles a vontade.





Remei nos caiaques nos dois dias que fiquei lá.
Depois de deixar as coisas no quarto desci para fazer fotos da pousada e das paisagens marinhas que tanto queria. Tive inclusive uma foto atrapalhada por um golfinho que saltou quando estava disparando a câmera... (infelizmente só aparece a água levantando). Não consegui fazer outras fotos dos quatro golfinhos que estavam mais distantes.

A água levantada pelo salto do golfinho






A noite enquanto jantava (ostras gratinadas e vinho) comecei a conversar com o dono da pousada, o João. inicialmente perguntei se a palavra "ganchos", sempre presente no município vinha das formações rochosas que formam as muitas enseadas (ganchos do meio, ganchos de fora). Ele me confirmou e citou também que o município chamava-se Ganchos antes antes de mudar de nome para Governador Celso Ramos. Também confirmou que tratava-se de uma antiga colônia de pesca, inclusive de baleias, formada por açoreanos. Minha pesquisa sobre o lugar confirmou estes outros dados.

Foto noturna da enseada onde se encontra a pousada

Na manhã seguinte após o bom café da manhã fiz mais algumas fotos e remei com um dos caiaques até as bóias de mexilhões. Foi uma experiência interessante passar entre elas com os vários pássaros marinhos pousados, como biguás e gaivotas.
De volta ao quarto arrumei as coisas e retornei a Curitiba.
Foi um ótimo passeio e ficou a certeza de retornar não só para descansar mas também para conhecer o restante do local.


Dicas para este roteiro:
Além de filtro solar, é importante levar repelente, a proximidade da mata com a praia faz com que hajam insetos na enseada.


Informações para contato:
Pousada Baía das bromélias - Rodovia SC-410, km 12, Bairro Canto dos ganchos, Governador Celso Ramos - SC. Tel: 48 9967-9500.