Chronicles

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Na praia do ouvidor - SC

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Governador Celso Ramos - SC

A primeira referência que tive desta cidade foi em uma revista de bordo da Azul Linhas aéreas que li durante uma viagem. As fotos mostravam formações de pedras à beira mar que estavam ligadas a um resort.
agora em dezembro de 2015, extremamente cansado e com uma pequena janela de tempo para viajar (2 dias) querendo fazer fotos de paisagens marinhas, preferencialmente em um lugar que houvesse pesca. Resolvi ir a Governador Celso Ramos.
Escolhi  a Pousada Baía das Bromélias, que me pareceu o melhor custo/benefício. Depois de feita a reserva descobri que a Pousada era bem mais bonita do que tinha visto inicialmente, e a superação de minhas expectativas me acompanhou durante toda a minha estadia.
A viagem foi feita em 15 de dezembro. Iria de moto e retornaria em 16. A estrada é muito boa, seguindo pela BR-376 e em seguida pela BR 101. Governador Celso Ramos - SC é pouca coisa ao norte de Florianópolis, a 282 km de distância de Curitiba.



A entrada de Gov. Celso Ramos cruza por baixo a BR-101 e possui um posto de gasolina, um super-mercado e algumas casas antes do portal da cidade.
Quando se passa por este tem-se a noção do município. A esquerda uma planície com fazendas de gado que se estende até a beira do mar. A direita encostas de morros com as casas. Uma estrada costeia estes morros chegando também a beira do mar e dando acesso as várias praias.
Nesta estrada está a entrada da pousada. Sua rampa de acesso é extremamente íngreme e deve-se descer com cuidado.
Chegando ao pátio/estacionamento fui "saudado" pelos vários cachorros da pousada que aparentemente se incomodaram com o barulho da moto, mas sem agressividade. Um deles foi minha companhia durante todo o tempo que estive na recepção.
Fui recebido pela filha do dono da pousada que me deu orientações sobre o seu funcionamento, restaurantes e as outras praias da cidade. Optei por ficar na pousada para aproveitar o que oferecia e descansar, fazendo as refeições inclusive no bar/restaurante.



A pousada é composta de várias edificações escalonadas em vários níveis na encosta de pedra e debruçadas sobre o mar. Recepção/bar, sala de jogos, piscina e um lounge são as estruturas neste nível, todas independentes.












O que logo chama a atenção no mar a frente da pousada é a grande quantidade de bóias que inicialmente achei se tratarem de criadouros de ostras. Mais tarde descobri que eram de mexilhões pois a água mais quente de Governador Celso Ramos não é boa para o cultivo de ostras. O outro aspecto era uma boa quantidade de barcos na enseada ao lado, exatamente o que eu tinha desejado fotografar.



Os bangalôs são construídos em vários níveis acompanhando a encosta, todos com nomes diferentes (o meu chamava-se caracol) mas sempre com varanda em balanço. Os mais altos logicamente tem melhor vista porém com mais escadas para se subir.



Abaixo da recepção um caminho dá acesso a uma pequena enseada com praia onde se podia pegar caiaques e stand-up paddles a vontade.





Remei nos caiaques nos dois dias que fiquei lá.
Depois de deixar as coisas no quarto desci para fazer fotos da pousada e das paisagens marinhas que tanto queria. Tive inclusive uma foto atrapalhada por um golfinho que saltou quando estava disparando a câmera... (infelizmente só aparece a água levantando). Não consegui fazer outras fotos dos quatro golfinhos que estavam mais distantes.

A água levantada pelo salto do golfinho






A noite enquanto jantava (ostras gratinadas e vinho) comecei a conversar com o dono da pousada, o João. inicialmente perguntei se a palavra "ganchos", sempre presente no município vinha das formações rochosas que formam as muitas enseadas (ganchos do meio, ganchos de fora). Ele me confirmou e citou também que o município chamava-se Ganchos antes antes de mudar de nome para Governador Celso Ramos. Também confirmou que tratava-se de uma antiga colônia de pesca, inclusive de baleias, formada por açoreanos. Minha pesquisa sobre o lugar confirmou estes outros dados.

Foto noturna da enseada onde se encontra a pousada

Na manhã seguinte após o bom café da manhã fiz mais algumas fotos e remei com um dos caiaques até as bóias de mexilhões. Foi uma experiência interessante passar entre elas com os vários pássaros marinhos pousados, como biguás e gaivotas.
De volta ao quarto arrumei as coisas e retornei a Curitiba.
Foi um ótimo passeio e ficou a certeza de retornar não só para descansar mas também para conhecer o restante do local.


Dicas para este roteiro:
Além de filtro solar, é importante levar repelente, a proximidade da mata com a praia faz com que hajam insetos na enseada.


Informações para contato:
Pousada Baía das bromélias - Rodovia SC-410, km 12, Bairro Canto dos ganchos, Governador Celso Ramos - SC. Tel: 48 9967-9500.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Paraíso das trutas - Piraquara - PR

Há algum tempo um amigo me indicou um lugar em Piraquara-PR onde haveria um trutário e restaurante chamado de Paraíso das trutas. No dia 11 de outubro de 2015 resolvi ir almoçar e conhecer o local, apesar do tempo ruim. Ir até lá serviria também para avaliar a possibilidade de um roteiro de passeio com o meu grupo de motociclistas.

Optei por ir pela BR-277 em direção a Paranaguá e tomar a entrada para Piraquara. Passando pelo centro da cidade até depois da linha férrea e pegando uma estrada de terra, a direita, de uns 5 km até o condomínio.



Passando a guarita do condomínio, onde é preciso se identificar, a estrada piora bastante, o que inviabilizaria a passagem das motos touring, mas em compensação começam a aparecer bonitas paisagens. Lagos e pinheiros chamam a atenção.



Depois de alguns quilômetros se chega no Paraíso das trutas. Parei o carro num pequeno estacionamento à direita da entrada da propriedade. A esquerda fica a entrada do restaurante praticamente todo encoberto pela mata.



 Logo que entrei fui recebido pelo Sr. heitor, o proprietário que me explicou o funcionamento do restaurante e o que havia para ver no seu entorno, o que incluia caminhadas que levavam a um mirante (de onde se vê o mar em dias aberttos), a nascente do rio Iguaçú e a uma gruta, A altitude do local é de 1000 m.
Devido ao tempo chuvoso optei por conhecer apenas a área do restaurante. Por ser uma propriedade dentro da mata atlântica e muito bem preservada a umidade é intensa.
O restaurante em si é bastante rústico, construído suspenso sobre um promontório de pedra que forma um pequeno lago em sua parte de trás com uma pequena queda d`água e um cercado de trutas.




Do outro lado, sobre o promontório se forma uma nova cachoeira que deságua em um lago maior onde existem patos e gansos.Uma passarela gradeada da acesso ao centro do lago, de onde fiz as fotos da cachoeira.Um deck que se projeta a frente da casa sobre o promontório completa o restaurante.










Ao fazer o caminho para a passarela e o lago, passa-se por vários tanques de trutas e um defumador.



De volta ao restaurante escolhi uma mesa no deck e comecei a provar as várias maneiras como faziam as trutas e seus molhos. O esquema do restaurante é a cobrança de um preço fixo que inclui as bebidas (suco, água e um vinho colonial de fabricação própria).
Almocei com a câmera em cima da mesa, pois havia um bom número de beija-flores voado pelo deck e além disso para cada lugar que olhava via uma paisagem que valia a pena fotografar.







Almoçar neste deck é estar em contato próximo com a mata intocada, com uma grande diversidade de árvores, bromélias e outras plantas.




Neste momento também percebi que o telhado do restaurante é permanentemente umedecido por esguichos de água, o que deve tornar a temperatura mais amena no verão.


Após o almoço e as fotos me despedi e retornei a Curitiba.
Foi um passeio rápido sem necessidade de grande preparação. Voltarei em um dia com tempo mais firme para conhecer as outras atrações que citei no texto.



Dicas para este roteiro:
A propriedade está aberta aos fins de semana e feriados das 11 as 17 h, o buffet funciona de 11:45 as 15 com o preço de R$ 60,00.

Informações para contato:
Paraíso das trutas  Rua dos Sabiás s/n. Piraquara - Recreio da Serra - Piraquara - PR 83305-000
(41) 3362-5395


domingo, 30 de agosto de 2015

São Miguel das Missões - RS (ruínas de São Miguel)

Em 2003 fui até São Miguel da Missões conhecer as ruínas que existem na cidade. São consideradas as mais bem preservadas no lado brasileiro, do período das Reduções Jesuítas (missões). Fiz poucas fotos na época.
Desde 2013 estava pensando em voltar para fazer novas fotografias. Ao contrário da maioria de meus roteiros, São Miguel das Missões é um espaço urbano e não natural cuja principal atração são as ruínas da igreja de São Miguel Arcanjo.
Programei uma viagem aproveitando para ir a Santa Maria - RS, já que ficava próximo, cumprindo a promessa de retornar ao meu antigo hospital para ver o andamento de projetos deixados e rever os muitos amigos.
Escolhi o caminho que conhecia melhor, pela BR-277 em direção a Palmeira, São Mateus do Sul, General Carneiro e União da Vitória, chegando ao Vale do Contestado em SC (Guerra do Contestado 1912-16) com seus bonitos campos, propriedades rurais e o parque eólico.
Atravessar Rio Uruguai em direção a Erechim, Passo Fundo, Cruz Alta e finalmente Santa Maria. Um trajeto de 840 km.
Excluindo a parte de Santa Maria-RS, deve-se seguir de  Cruz Alta pela RS-342 em direção a Ijuí e passando por Santo Ângelo, logo se toma uma estrada perpendicular que dá acesso a São Miguel das Missões.



Um pouco da história: Por volta de 1609 os jesuítas começaram a fundar aldeamentos para a evangelização dos Guaranis, chamados de " Reduções". Ocupavam territórios onde hoje é o Paraguai, Argentina e Brasil. Originalmente as Reduções hoje em território brasileiro, pertenciam a Espanha e os índios tratados como súditos espanhóis, já os portugueses os escravizavam se tivessem a oportunidade.
Em 13 de janeiro de 1750 é assinado o Tratado de Madrid que troca as terras espanholas à leste do rio Uruguai pela colônia de Sacramento, portuguesa, no estuário do Prata. Os habitantes das 7 reduções da margem leste deverão ser relocados.
Após várias tentativas dos jesuítas para evitar o conflito os guaranis se revoltam liderados por Sepé Tiaraju e tem início a Guerra Guaranítica (1750-1756) que termina com a derrota dos índios na batalha de Caiboaté onde um exército misto Espanhol/Português mata 1511 guaranis perdendo apenas 4 europeus.


Cheguei em São Miguel das Missões em 11/07/15. O portal da cidade é muito bonito, com clara referência a jesuítas e guaranis.






Segui para a pousada para deixar a bagagem. O local era bem ao lado das ruínas, bastante tranquila e agradável, as alas dos quartos em forma de Y se comunicam com as outras instalações por passarelas cobertas entremeadas de jardins. A piscina era bonita, mas sem aquecimento, impossível de se usar nesta época do ano. O pessoal da pousada foi bastante solicito e eficiente em indicar restaurantes na cidade






Em seguida fui as ruínas para aproveitar o fim da manhã. O parque fecha de 12 as 14 h. Foi uma rápida passada para as primeiras fotos, almoçar e planejar o resto da tarde, retornando após a reabertura.




São Miguel é um daqueles lugares que você pode fazer milhares de fotografias em cenas diferentes dentro do seu espaço. Muitas muralhas e fundações foram escavadas ao lado da belíssima igreja de São Miguel Arcanjo.












Muito interessante é que algumas muralhas foram reclamadas pela natureza, tendo árvores incorporadas.



Integra também a área das ruínas um pequeno museu com várias peças como pias batismais, imagens, sinos e outros itens do período jesuítico, que foram recuperados.







A noite retornei ara o show de luz e som que acontece todo sábado a noite as 20:00 h. Embora já o tivesse visto em 2002, a oportunidade de fazer fotos noturnas era ótima.
O show consiste em um  diálogo fictício entre a terra e as ruínas tentando contar a história (romanceada) aos estranhos ali presentes. Com um bonito jogo de luzes vai se contando a historia das reduções, até o fim da guerra Guaranítica, "invocando" personagens do passado como Sepé Tiaraju e os comandantes do exército espanhol/português.






Após o show jantei na cidade e retornei ao hotel. No dia seguinte, 12 de julho de 2015, após o café, fiz o caminho de volta com uma parada em Erechim-RS para descansar e no próximo dia fui para Curitiba.


Dicas para este roteiro:
O parque fecha de 12 as 14 h e encerra as atividades as 18 h.
Os shows acontecem aos sábados à noite as 20:00 h ao ar livre, costuma ser frio.

Informações para contato:
Pousada das Missões  Rua São Nicolau, 601, centro. São Miguel das Missões - RS.  tel. 55 3381-1202.